Veja como foi 2019 para o e-commerce no Brasil e saiba o que esperar de 2020

Papai Noel generoso: Vendas online no Natal devem superar os 11 bilhões de reais

20/12/2019

Veja como foi 2019 para o e-commerce no Brasil e saiba o que esperar de 2020

Vendas online em dispositivos móveis superaram expectativas e e-commerces já estão preparados para receber grande número de pedidos no Natal, período que pode ter recorde de faturamento.

O modo de consumo acompanha as mudanças tecnológicas e está levando mais praticidade para o dia a dia dos usuários de internet. Resultado desse comportamento foram as altas expectativas lançadas pelo e-commerce brasileiro no início de 2019. Esperava-se o somatório de 265 milhões de pedidos e crescimento de 16% em relação ao ano de 2018. Ao longo do ano, os resultados foram melhores do que as previsões. Só no primeiro semestre deste ano, o setor de comércio eletrônico no Brasil cresceu 12% e faturou mais de R$ 26,4 bilhões, segundo pesquisa da Ebit|Nielsen.

De acordo com o levantamento, 32% das transações realizadas neste período partiram de dispositivos móveis. Se comparado com o ano passado, houve aumento de 7,4%. Uma outra estimativa do Google indica que as vendas online vão dobrar nos próximos cinco anos, com crescimento de 12%/ano e faturamento de R$ 85 bilhões.

A categoria com maior volume de pedidos foi cosméticos e perfumaria, com 15% do total. Esse número pode ser explicado pelo aumento da presença de grandes fabricantes deste segmento no ambiente online. Consequentemente, também foi a primeira vez que o gênero feminino ultrapassou o masculino em compras virtuais. Foram 51,5% de mulheres contra 48,5% dos homens. Moda e acessórios foi a segunda categoria mais buscada, com 14,5% dos pedidos, e casa e decoração ficou em terceiro, com 10,9%.

No terceiro trimestre de 2019, as vendas de e-commerce no Brasil aumentaram 13,4%. O setor que mais se destacou no período foi o de eletrônicos, que registrou crescimento de 18,3%, seguido pela categoria de imóveis, que subiu 17,5%. As vendas online no segmento farmacêutico aumentaram 13%, enquanto artigos de vestuário cresceu 8,1% em comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com a Mastercard.

A Black Friday deste ano também foi muito boa para os e-commerces que faturaram R$ 3,2 bilhões no período, 23,6% a mais do que a edição de 2018, segundo a Ebit|Nielsen. Entretanto, o ticket médio, que foi de R$ 608 no ano passado, caiu para R$ 602 em 2019.

Papai Noel chegará generoso para o Natal 2019

Após passar pela melhor Black Friday da história, o e-commerce brasileiro espera que o Papai Noel ajude a repetir a dose neste Natal. De acordo com estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online chegarão a R$ 11,8 bilhões na data. Esse montante é 18% maior do que o somatório de 2018. A expectativa para 2019 é de que as compras tenham ticket médio de R$ 310. Entre as categorias mais procuradas pelos consumidores estão informática, telefonia, eletrônicos, moda, acessórios e brinquedos.

O que vai ser tendência para 2020

O e-commerce surgiu no Brasil em meados dos anos 2000 e vem crescendo mesmo em períodos de crise. Isso porque mudanças tecnológicas estão sendo adotadas para atender melhor o consumidor nativo, fazendo com que poucas vezes o brasileiro precise recorrer ao comércio eletrônico internacional.

Para o ano que vem, o setor deve estar preparado para grandes transformações. Isso porque, além de se adaptar à Lei do E-commerce, a indústria precisará se adequar aos novos padrões impostos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para entrar em vigor a partir de agosto de 2020.

Para ajudar você a iniciar o ano com boas expectativas de vendas, listamos cinco tendências que não podem ficar fora do planejamento do seu e-commerce:

Sites mais leves

Os consumidores não querem mais baixar um aplicativo e tomar boa parte da memória do seu celular, eles preferem navegar de forma mais simples e rápida. Por isso, e-commerces que utilizam a tecnologia PWA (Progressive Web Apps) devem ganhar a preferência dos usuários. Essa função faz com que os sites tenham cara de aplicativo, porém ocupam menos espaço nos dispositivos eletrônicos, são mais fáceis de manusear e consomem menos internet.

Apesar de não ser um app, a tecnologia permite que a loja virtual envie notificações push e dá ao usuário a opção de adicionar um atalho no seu smartphone ou computador, que vai direcioná-lo para o site, fazendo a mesma função de um ícone de aplicativo.

Personalização

Produzir artigos iguais em grande escala já não tem uma eficiência tão grande, com o passar dos anos, os consumidores ficaram mais atentos e começaram a pesquisar produtos e opiniões antes de fazer a compra.

Empresas podem utilizar pesquisas para entender os interesses, necessidades e acessar o histórico de compras dos clientes. Desta forma, torna-se possível criar campanhas personalizadas para determinados segmentos de público. Além disso, lojas já estão oferecendo opções para o usuário personalizar também o produto que ele deseja comprar. Adotar essa ideia pode aumentar suas vendas, pois o comprador encontrará um item que vai atender seu estilo e suprir suas necessidades.

Experiências omnichannel

A unicanalidade é um mecanismo eficaz para e-commerces que querem atingir diversos públicos. Com esse formato, todos os canais de uma empresa são conectados e complementares. Desta forma, o consumidor pode, por exemplo, fazer a pesquisa do produto na internet, comprar online e retirar na loja com burocracia reduzida, já que o vendedor da loja física também terá o cadastro desse comprador.

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Compras sociais

Esse formato também tem relação com a unicanalidade, pois através dele, e-commerces podem anunciar seus produtos nas redes sociais e direcionar o consumidor para a compra na própria página. Muitas empresas estão utilizando essa estratégia nos stories do Instagram. Assim, o usuário é impactado pela propaganda e faz a compra em poucos cliques pela própria rede social.

Visual Commerce ou Realidade aumentada

Descrições escritas ainda são utilizadas, mas deixaram de ser suficientes para o consumidor entender como o produto vai ficar em sua casa. Neste meio, a realidade aumentada tem conseguido grande notoriedade no comércio virtual. Ela pode ser disponibilizada como uma ferramenta para dispositivo móvel, por exemplo.

Assim, o consumidor seleciona o produto que deseja comprar e tem uma visão real do que acontece através da câmera. O produto aparece na tela com fundo transparente, que pode ser testado em diversos cômodos.

Agora que você já sabe como preparar o seu e-commerce para o próximo ano, é hora de colocar a mão na massa e garantir que o seu planejamento esteja alinhado com as tendências para 2020. Não se esqueça de contar com a Afilio. neste processo. Ok? Bom trabalho!