Aumento de usuários mobile no Brasil anima segmentos de e-commerce.

Veja dicas para impulsionar o seu negócio.

04/10/2019

Aumento de usuários mobile no Brasil anima segmentos de e-commerce.

Quando se fala em consumo de internet, o Brasil caminha ao lado de países desenvolvidos. Em 2018, o número de pessoas conectadas subiu para 126,9 milhões, o que representa 70% da população brasileira, superando potências como Estados Unidos e Reino Unido, segundo resultados da pesquisa TIC Domicílios. O dado surpreende, já que a cobertura de internet móvel (3G, 4G e 5G) ainda é precária e o canal mais utilizado é o celular.

Brasil é o segundo país que mais acessa aplicativos

Um relatório fornecido pela empresa de análise de aplicativos App Annie mostra que ao final de 2018, o brasileiro acessava 12 apps no smartphone a cada 24 horas, o que coloca o País em segundo lugar na média mundial, ficando atrás apenas da Índia. Neste meio, as redes sociais continuam liderando o ranking de plataformas com o maior número de acessos, seguidas por aplicativos de táxis e carros, plataformas de filmes e séries e Delivery.

Números mais atuais, retirados do relatório Digital In 2019, divulgado pela We Are Social em parceria com a Hootsuite, apontam que 66% da população brasileira acessa as redes sociais, o que equivale a 140 milhões de usuários ativos. Em análise sobre os 45 maiores mercados de internet do mundo, a empresa de pesquisa GlobalWebIndex identificou que as pessoas passavam uma média de 143 minutos diários em sites ou aplicativos de mídia social durante os três primeiros meses de 2019. Entretanto, a média brasileira superou o índice e bateu 225 minutos por dia. As redes sociais mais acessadas no Brasil são YouTube (95%), Facebook (90%) e WhatsApp (89%).

Outro fator que tornou o Brasil um dos mercados emergentes com a evolução mais rápida do mundo na adesão de aplicativos foi o aumento de 20% no número de downloads feitos pela população online durante os últimos quatro anos. A previsão da App Annie é de que o País supere oito bilhões de downloads até 2022.

- O nosso grande problema atual ainda é a infraestrutura de rede, velocidade de conexão e qualidade, mas a gente tem compensado isso. Os brasileiros consomem muito conteúdo, estão muito ativos nas redes sociais. Existe uma base de usuários maior do que grandes mercados, como os Estados Unidos. Então, eu vejo a situação com otimismo, até porque os empreendedores locais estão criando oportunidades de negócio mesmo com um contexto adverso - explicou Gabriel Sampaio, responsável pelo marketing digital da Rappi no Brasil, em evento realizado na Afilio na última sexta-feira.

Desenvolvimento do e-commerce no Brasil

O aumento contínuo no número de celulares vendidos e pessoas conectadas à internet anima os investidores, que avaliam positivamente o surgimento de novas tecnologias no mercado movido pela inovação. Só em 2018, foram aplicados R$ 16 bilhões em publicidade digital no Brasil, sendo que 67% deste total foi destinado ao mobile, de acordo com o estudo Digital AdSpend, divulgado pelo IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau). Como resultado, houve crescimento de 12% em vendas por comércio eletrônico no primeiro semestre de 2019, o que representa faturamento de R$ 26,4 bilhões, segundo a Ebit/Nilsen.

Dicas para surfar a onda do e-commerce mobile

O desenvolvimento do ambiente digital estabeleceu um novo formato de relações comerciais, estrutura empresarial e, principalmente, na comunicação com o usuário, que ficou ainda mais personalizada através do uso de dados por parte de agências de publicidade e grandes empresas. Neste cenário, o marketing digital passou a encarar desafios diários para se adaptar ao usuário mobile. Veja dicas:

  • A transparência com o usuário é a melhor forma para estabelecer a confiança entre as partes. Neste meio, novas tecnologias são testadas frequentemente com o intuito de promover uma melhor experiência para o cliente, o que pode gerar falhas iniciais. Caso esses problemas técnicos aconteçam, é necessário dar um posicionamento ao usuário enquanto soluciona a falha.
  • Especialista na área de marketing digital, Gabriel Sampaio afirma que “não existe fórmula pronta para dar certo”. Empresas mobile precisam ter um amplo conhecimento sobre seus clientes para testar mecanismos que atendam às necessidades específicas dos usuários enquanto geram retorno financeiro para o negócio. Um dos mecanismos de análise de dados e resultados que estão ganhando força no mercado é a plataforma de mensuração AppsFlyer.
  • Utilizar ferramenta de mensuração, a chamada MMP (Mobile Measurement Partner) contribui para uma análise aprofundada dos resultados obtidos com campanhas no mobile. O mesmo se aplica para o uso de ferramenta CRM (Customer Relationship Management), que é focada em ajudar a empresa a entender e melhorar o relacionamento com o usuário. Um outro mecanismo recomendado por Gabriel Sampaio é o BMP (Brand Management Professionals), que auxilia na elaboração de estratégias de branding e contribui para firmar o perfil da marca no mercado.
  • Para definir métricas, vale pensar em estratégias como lifetime value (LTV), que tem a finalidade de reimpactar o usuário. Outra dica que pode melhorar o marketing no mobile é investir em plataformas que meçam a taxa de cliques (Click Through Rate (CTR)), taxa de conversão e o custo de aquisição de clientes (Customer Acquisition Cost (CAC)), para saber quanto o negócio está investindo para trazer um novo usuário.
  • Deve ser levado em conta que, no mobile, o usuário concentra toda a sua atenção na tela, então é preciso apostar em campanhas que prendam o foco do público, sejam atrativas mas não invasivas. Ponto que pode ser trabalhado com a ajuda de redes de afiliação, por exemplo. Pensar em conteúdos que impactem o usuário emocionalmente e campanhas que tenham duração de meio minuto podem gerar bons resultados, já que propagandas não costumam receber muita atenção no mobile.